Múltiplos olhares para multiplicar percepções, de Claudia Paim
Artistas trabalharam desenvolvendo táticas, ações, contatos, performances... Em coletivos ou sozinhos. Durante o multipliCIDADE o que importava era provocar rupturas pela cidade que, mais do que no aspecto físico, significaram rupturas na percepção dos seus usuários. Por algum breve instante instalaram-se entre o sujeito e seu cotidiano – para lembrá-lo de ser agente.
Havia no projeto a possibilidade dos próprios artistas realizarem suas intervenções ou enviarem suas propostas para serem desenvolvidas por outros. Isto é dado interessante, pois indicou uma vez mais a amplificação do agir do artista além do fato inevitável de que o ruído da comunicação entre o artista idealizador e o artista realizador foi agregado à proposição, ao corpo final, ao ato, à abordagem de cada trabalho... Trabalhos que se fizeram com camadas de interpretações e de gestos.
O que no multipliCIDADE estava em jogo era fazer dos habitantes de Vitória os próprios jogadores."

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